Impermeabilização de piscinas

Os projetos de impermeabilização são indispensáveis para qualquer superfície que tenha contato com a água ou umidade. Como as piscinas possuem essa característica, tanto as construídas em casas ou condomínios, quanto as feitas em coberturas de apartamento devem ser revestidas com impermeabilizantes moldados in loco ou pré-moldados.

Para a escolha correta de produtos para impermeabilização de piscinas é necessário saber que cada tipo de piscina necessita de um sistema de impermeabilização específica. De acordo com cada projeto é possível executar a impermeabilização com argamassas poliméricas, cimento cristalizante e dupla manta asfáltica.

Assim como nos outros tipos de impermeabilizações, as piscinas também devem receber o revestimento durante a fase de sua construção. Se realizado corretamente, o processo irá impedir que as estruturas sejam infiltradas pela água, protegendo-as contra desgastes, fungos, fissuras, corrosão das armaduras, descascamento de pinturas, dentre outras consequências negativas.

Para escolha do sistema de impermeabilização, além do tipo da piscina, o Instituto Brasileiro de Impermeabilização também orienta a se atentar quanto o tipo de apoio da piscina, que pode ser enterrada, semienterrada, apoiada sobre o solo ou elevada. A profundidade e o tamanho também são fundamentais para a tomada de decisão sobre qual tipo de impermeabilização será executada,

A execução de impermeabilização em piscinas vai além de ser feita apenas na área externa. No caso de piscinas, toda superfície interna que logicamente também terá contato com a água devem fazer parte do processo, afim de evitar infiltração de água nas armaduras, porém as piscinas de PVC, Vinil e Fibra de vidro dispensam a impermeabilização interna, pois estas possuem material vinílico que acabam funcionando também como uma película flexível que exerce função impermeabilizante. A desvantagem deste tipo de piscina é que são construídas com materiais de vida útil bem menos resistentes que as piscinas construídas com estrutura de concreto e revestidas com placas cerâmicas ou com pastilhas.

Embora que para as piscinas construídas com concreto existem vários tipos de impermeabilizações, o sistema flexível é o mais indicado, pois esse sistema resiste às movimentações naturais da estrutura da piscina.

Depois de concluída, a execução da impermeabilização deverá ser testada e, para isso, deverá ser feito o teste de estanqueidade, onde a piscina deverá ser cheia de água e durante 72 horas deverá ser verificada constantemente se atentando para possíveis vazamentos ou baixa do nível da água.

Para a construção de piscinas, a ABNT exige que além das normas específicas para construção de piscinas, também seja levado à risca as normas de impermeabilização, conforme segue a baixo:

– NBR 9818:1987

– Projeto de execução de piscina (tanque e área circundante)

– NBR 9819:1987

– Piscina – NBR 11239:1990

– Projeto e execução de piscina

– NBR 11238:1990 – Segurança e higiene de piscinas

Em muitos casos, quanto a piscina está em fase de receber o acabamento final seja de azulejos ou pastilhas, é que aparecem as trincas no reboco. Essas trincas costumas aparecer quando as argamassas usadas para o procedimento são muito ricas em cimento, excesso de água e em camadas grossas de reboco. Caso venha a ocorrer estas trincas é possível continuar o acabamento em pastilhas ou azulejos com argamassa colante, pois as trincas não se propagam para a camada do revestimento.

Rodrigo Melo, Érico
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